Acabei, à pouco, de assistir ao embate das semis-finais entre Rafael Nadal e Guillermo Garcia-Lopez; sinceramente, não assisti de inicio e quando vi que os jogadores iam a tie-break parecia-me óbvio que o encontro cairía para o lado de Rafael Nadal,l por ser número um mundial, por ser mais experiente nestas andanças, por poder acusar menos a pressão, por mil e um factores. Mas não pendeu.
Guillermo Gacia Lopez levou o tie-break de vencida, estando a jogar a um ritmo tão elevado que nem Rafael Nadal conseguia dar conta dele. Ora, no inicio do 3º set muitos deverão ser, que pensaram que era coisa do momento e que logo, logo Rafael Nadal arranjaria uma estratégia qualquer para derrotar este espanhol, que mora no número 53 do ranking mundial, e que levaria o encontro de vencida, que levaria o torneio de vencida. Não se envergonhem por terem pensado isso, é apenas normal que entre o número 1 e o número 53, escolham o número um para vencer... a não ser que sejam acérrimos fãs de Garcia-Lopez, algo que é totalmente compreensível, também.
Para aqueles que são fãs do Lopez que é Garcia (e não Feliciano), parabéns. O tenista mostrou uma garra incrível e um ténis extraordinário, não é fácil vencer a um Nadal vencedor de um Grand Slam que nunca ganhara, a um Nadal descanso e em forma, porém ainda assim Garcias-Lopez conseguiu e ganhando o encontro contribuiu para que a minha opinião sobre a sua prestação neste torneio se fortalecesse ainda mais. Que jogador! E que bom ver ténis deste nível vindo de jogadores fora to top10, do top20! Porque também existe bom ténis fora desses lados... e que Nieminen se ponha ‘a pau’, porque Garcia-Lopez é agora favorito, para muitos, para a conquista do título.
O gigante e o anão? Creio que nesta partida houve dois gigantes! Garcia Lopez pressionava, Nadal respondia, Garcia-Lopez fazia um winner, Nadal enviava a bola em cima da linha... enfim, ténis espectacular.