Ora, creio que após lerem os últimos posts deste blog sabem a quem me refiro: John Isner. Bem sei que após a sua derrota de hoje seria mais compreensível fazer um artigo sobre como o Novak Djokovic lhe ganhou e como está na final e como, finalmente, o seu jogo parece estar a entrar nos eixos depois de alguns desaires veraneios. Mas não o farei. Não, hoje quero falar deste jovem de 25 anos, americano, ex-jogador universitário e uma grande promessa para o futuro.
Assumo que nunca fui fã de jogadores com um grande serviço, os chamados big-servers, como Roddick ou Karlovic; não os odeio como pessoa mas ver um jogo seu não me cativa, a não ser que estejam a jogar contra um Nadal, que admiro, ou contra um Gulbis, que é sempre uma boa surpresa, ou contra outro qualquer jogador extremamente agressivo... vá, gosto de ver como é que o pessoal se desenrasca contra os ‘canhões de ases’. Então, se tenho esta opinião sobre este tipo de jogador, porque é que decidi fazer um artigo sobre Isner, perguntam-se? Não precisam de parar de ler porque não tenho criticas para este jovem... ou vá lá, tenho uma: ainda não estar bem lá no topo para que transmitam mais jogos, ainda não ter ganho tantos torneios que seja um nome incontornável quando se fala nas pretensões a títulos de Grand-Slam ou de Masters 1000. Não gosto de big-servers, mas Isner aquece-me o coração.
John Isner fez 7 ases e embora possa parecer muito, não o é! Eu não chamo Rei dos Ases a este tipo por ‘dá cá aquela palha’... não, é que o jovem tem um serviço mesmo muito potente contudo complementa-o com uma direita, que na minha opinião, é simplesmente espectacular e que dá mais vida, por assim dizer, ao seu jogo. Adoro-o! É uma excitação vê-lo jogar e a nossa mente enche-se de perguntas: “será que vai abrir o ângulo e mandar um direita na linha? Será que vai apostar num ás? Quantos ases será que consegue hoje?”... Enfim, uma animação e por isso acho lamentável ele ter perdido hoje. Não tenho nada contra o Djokovic e desejo-lhe a maior das sortes amanhã na final mas o Isner é, como se costuma dizer, ‘aquela base’.
E por isso ficarei de olho nele na próxima semana em Shangai. Não se enganem, caros leitores, ele pode ter sido um wild-card neste torneio, mas as suas pretensões ao título são bem sérias. É um jogador ainda verdinho, mas a amadurecer a ritmo infernal. Não é à toa que Isner protagonizou o encontro mais longo da história de Wimbledon, contra Mahut, onde fez 112 aces para vencer o encontro no 5º set por 70-68. Não o percam de vista porque eu, asseguro-vos, também não o perderei.

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